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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Projetos escola/comunidade

Recentemente acabou o projeto de coleta de material reciclável que culminou no sorteio de uma biocicleta pelos pibidianos da Unisc.


Acabou também a coleta de material de higiene para doação ao lar geriátrico, resultado da campanha da solidariedade.

Tivemos a Feira da Saúde com vários atendimentos onde a comunidade usufruiu intensamente participando das oficinas.





Infelizmente, não conheço nenhum projeto de ação comunitária desenvolvido por minha escola no momento. Em função da redução de horário nos turnos, todas as atividades estão suspensas temporariamente.

Diálogos sobre gerações

Tive a oportunidade de trabalhar com alunos de 2º ano do Ensino Médio sobre o uso de redes sociais como tema de dissertação. Foi muito interessante perceber que o olhar que eles têm sobre as redes sociais é bem superficial e o uso para muitos deles é praticamente só para bisbilhotar a vida alheia. Muitos escreveram sobre a falta de segurança do conteúdo postado e das imagens comprometedoras dada a falta de conhecimento da exposição gratuita e perigosa na mídia. Sem nenhuma percepção maldosa, as pessoas postam fotos e tecem comentários. Ainda falta muita orientação aos jovens quanto à exploração infantil e quanto à criminalidade cibernética.
A geração dos imigrantes digitais é muito mais temerosa, quase não posta, limita-se em comentar e curtir no face. Já, os nativos digitais se metem em encrencas discutindo pontos dos quais nem nitidez de opinião possuem. Escrevem sobre as fotos sem pensar se estão magoando ou elogiando, etc. São bem inconsequentes.

sábado, 27 de junho de 2015

Cultura jovem atual

Cultura jovem atual é cultura tecnificada. As formas de se relacionar com as pessoas e o mundo estão embasadas em aplicativos, redes sociais e jogos online, dentre outras formas de buscar informações e de se comunicar via tecnologias (celular, smartphone, iphone, ipad, computador, tablet, notebook, netbook... e ainda mais quando possui acesso à web.
Podemos constatar alguns prejuízos na educação quando o jovem vicia em jogos ou passa todo o tempo conectado. Por outro lado, o jovem se mantém informado e em contato com o mundo, como se a notícia lá do outro lado do planeta estivesse do seu lado, perceptível.
Na escola, observamos certas atitudes que talvez não devessem ser radicais, mas de diálogo. Por exemplo, no caso do aluno que quer assistir à aula com fone de ouvido, escutando as músicas favoritas. O professor, muitas vezes, intervém proibindo. E em outros momentos, professores não dão conta de ligar os aparelhos para uma projeção, pedem auxílio dos alunos, reconhecendo que estes se dão melhor com as tecnologias. Ações contraditórias no cotidiano que poderiam ser conduzidas com menos rigor, com mais naturalidade, uma vez que nossos alunos são nativos digitais.
Temos alunos “nerds”, outros “hackers”, outros apenas conhecedores do funcionamento de várias tecnologias, é a diversidade ou heterogeneidade no dia-a-dia, lado a lado.
Encontramos o assunto hibridização, convergência, sem a menor dúvida de que estamos inseridos no mundo da cibercultura, mas não temos talvez a compreensão exata desta grandeza de opções tecnológicas.

O diálogo entre gerações nem sempre flui quando se trata de uso de tecnologias. Os imigrantes digitais podem ser mais resistentes ou ter mais dificuldades de lidar com tecnologias.  

terça-feira, 16 de junho de 2015

Unidade 2: Cultura das redes: mapeamentos fundamentais

  • É possível perceber nitidamente a diferença entre o aluno que dispõe de internet no celular daquele que não tem acesso à internet em seu celular. Celular nem se questiona porque todos têm. Pode faltar caderno, mas não pode faltar celular. O maior castigo é a retirada do celular. O segundo é o corte no plano da internet. Portanto, o jovem viciado em tecnologias parece ser aquele que dispõe de acesso às redes.
  • Refletindo sobre cultura jovem...
  • Os nerds se orgulham de sua postura ativa,  do seu dinamismo solitário, da postura investigativa autônoma, pois eles buscam esclarecer suas dúvidas perguntando ao Google, pesquisando. Os nerds costumam rejeitar o contexto escolar onde há presença de ensino tradicional, por ser pacato (o professor fala e escreve no quadro, enquanto o aluno escuta e copia).

Atividade 1.5

Questões para reflexão:
  • Qual a sua postura frente ao erro?
  • - Simplesmente encaro como "é errando que se aprende". O erro é benéfico, nos encaminha para o acerto.
  • Como você age frente aos erros e equívocos dos seus alunos? Você concorda que errar seja parte integrante e importante do processo de aprendizagem?
  • - Também de maneira natural, mostrando o motivo do erro, se descuido ou desconhecimento do assunto. Claro que o erro faz parte do processo de aprendizagem. 
  • E perante aos seus equívocos e incompletudes? Como você reage quando desconhece determinado assunto que os alunos questionam? Ou quando os alunos trazem informações que descortinam aspectos conflitantes com o que você trabalhou com a turma?
  • - Fácil, é só pedir aos alunos que busquem a resposta, para que eles participem e colaborem com a construção de conhecimentos. Deixo sempre claro que não sei tudo, aliás, que sei o suficiente para estar na função de professora. Há controvérsias em certos assuntos gramaticais, por exemplo. Se os alunos não comentam, eu mesma falo que o autor tal traz diferente, ele entende de outra maneira o mesmo assunto. Acontece várias vezes no estudo da nossa língua materna.
  • Reflexões estão no Diário.

Atividade no Fórum

Por que os jovens parecem estar cada vez mais “rebeldes” e agressivos no contexto escolar? Por que abordagens tradicionais (onde o professor possui o papel de detentor do conhecimento e de transmissor) são cada vez mais criticadas e rechaçadas?


Resposta enviada ao fórum: Os jovens não parecem estar cada vez mais “rebeldes” e agressivos no contexto escolar, eles realmente estão. Quantos dias tivemos até a brigada frequentando a escola por motivo de brigas entre alunos! Este ano está bem difícil de lidar com os alunos do Ensino Médio, principalmente. Nas séries iniciais, temos situações pontuais de alunos surtando por esquecerem o medicamento. No Ensino Fundamental II, já é um pouco diferente. Os alunos respondem com agressividade, chegando a situações bem ridículas do tipo: "Por que tá me olhando?". Não acredito que a situação político-social seja a culpada da rebeldia dos jovens hoje. Pelo contrário, penso que a rebeldia vem de casa, da falta de estrutura familiar e de brigas domésticas, isto porque toda vez que um aluno é muito agressivo e é encaminhado à orientação, sempre está com um problema em casa e, geralmente, sem solução. Pai preso, separações, tios chatos que vivem junto, ou mesmo a falta de alguém amigo para conversar dentro da família, são os relatos mais frequentes. Portanto, não é o mundo lá fora que gera essa agressividade e sim a situação-problema vivenciada em casa.Pensando na sala de aula, na forma de conduzir a aula, nas metodologias aplicadas, o professor já reconheceu a necessidade de mudanças agregando tecnologias, porém ainda não conseguiu se desvincular totalmente do papel de transmissor de conhecimentos. Tudo que lhe é perguntado quer responder, deixando o aluno passivo. No entanto, se colocasse o aluno para buscar a resposta à sua própria dúvida em projeto de pesquisa, teria um aluno mais interessado e engajado talvez. A abordagem tradicional cansa, irrita o aluno, pois é muito pacata, bem diferente de sua vida real. Mas não vejo aí a chave da rebeldia. É só um ponto possível de causar irritação, agressividade, rebeldia.

Interação com colega: Verdade, nossos alunos estão tuitando e retuitando sobre os mais diversos acontecimentos e assuntos. A realidade virtual está misturada com a realidade deles. 
A humildade do professor em ser aprendiz junto com a turma de alunos é importante no novo jogo do ensinar e aprender,foi-se o tempo em que o professor trazia o conhecimento. Certamente o google traz bem mais. Cai melhor o papel de tutor/monitor ao professor atual. Se a interação acaba com a rebeldia já não sei, mas que é uma forma de envolver mais os alunos nas atividades, isto é.

Atividade 1.4

* Na sua opinião, de que forma mídias como televisão, jogos e Internet, modificaram as formas de agir e pensar de crianças e jovens da atualidade?  • Quais as implicações dessas mudanças na relação com as gerações anteriores (pais, educadores)? • Como você percebe que essas mudanças estão a impactar o cotidiano das nossas escolas?

Resposta no Fórum do e-proinfo: O preparo das aulas ficou mais consistente com as novas mídias. A televisão e os vídeos já haviam sido uma abertura nas possibilidades de aprendizagem visual. Há muito material em circulação. Com os objetos de aprendizagem e os jogos educativos a aprendizagem ficou mais lúdica - "aprender brincando". As aulas tornaram-se mais dinâmicas. Foi um ganho para a educação, pois aproxima a sala de aula, a escola, da realidade do aluno (externa da escola). Mais ainda, a internet com acesso à informação em massa trouxe a possibilidade de pesquisar tudo e todos.As influências das mídias talvez tenham deixado os jovens mais preguiçosos por encontrar tudo mais facilmente, ou por outro lado, pelo contrário, a rapidez nas informações e comunicação tornou a juventude acelerada, sem paciência para esperar. Parece-me que os jovens sofrem de ansiedade por cliques, querem fotos, curtidas, "tuites e retuites", watsapp... No aspecto físico, ficaram mais parados, porém a mente está acelerada, impactando as relações sociais, familiares e escolares. O filho parece mais esperto que o pai. O aluno mais esperto que o professor. É a nova geração pedindo passagem!
Não vejo nada de ruim em ser nerd. Tem até música que diz que "o nerd de hoje é o marido bom de amanhã". 
Nos meus escritos da dissertação de mestrado coloco: "A sociedade atual convive com a cibercultura, pois estamos inseridos em um mundo cibernético. A escola não fica de fora, ela é uma instituição que faz parte da sociedade, portanto também está inserida no mundo tecnológico. É relevante que, no contexto escolar, saibamos aproveitar e explorar os recursos tecnológicos, especialmente na relação ensino-aprendizagem, para o bem da educação."
"Vivemos em tempos de Cibercultura (LÉVY, 1999), onde o ciberespaço acompanha e acelera o processo de virtualização da sociedade, vivemos inseridos no mundo digital."